“Farei tudo o possível para estar à altura”, disse Rasmussen, após ser apresentado à imprensa pelo atual secretário-geral da Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer, cujo cargo expira em 31 de julho.
Scheffer considerou a nomeação “extraordinariamente importante”, após uma “muito longa discussão” na qual os outros aliados conseguiram “apaziguar os temores da Turquia”, que era contra a candidatura do político dinamarquês.
Os líderes conseguiram finalmente convencer Ancara, que criticou a atitude de Rasmussen durante a chamada “crise das charges” de Maomé publicadas por jornais dinamarqueses e por não ter proibido as transmissões de uma televisão curda a partir da Dinamarca.
No final, após intensas discussões bilaterais e multilaterais durante a sexta-feira à noite e a manhã de hoje, os governantes conseguiram o consenso necessário para que o primeiro-ministro dinamarquês suceda Scheffer.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou sua “opinião pessoal” de que a escolha do político dinamarquês “seria um acontecimento negativo”, mas essa rejeição bateu no empenho da chanceler alemã, Angela Merkel.