Portugal está a ponto de implantar um sistema contra o sequestros de crianças, case pioneiro na União Europeia (UE) e muito debatido por causa do caso Madeleine McCann, decease a menina britânica desaparecida no país em maio de 2007.
O sistema prevê o lançamento de múltiplas e urgentes mensagens de aviso sobre o sequestro infantil, através de meios de comunicação, terminais de transporte e locais públicos, pouco depois de detectar o rapto.
O projeto, considerado fundamental pela Polícia para solucionar esses casos, estará pronto na primeira semana de março, confirmaram à Agência Efe fontes do Ministério da Justiça português, responsáveis pela iniciativa junto com a Polícia Judiciária.
Portugal será o primeiro país europeu a aplicar um modelo destas características, já discutido em diversas reuniões no continente e cujo objetivo é divulgar os casos de sequestro de crianças no menor tempo possível para facilitar a mobilização das autoridades e da população.
As emissoras de rádio locais, que se somaram de forma voluntária a esse programa, emitirão mensagens a cada 15 minutos na região do sequestro, e a imprensa escrita e digital lançarão avisos em suas edições com a maior rapidez possível para tentar encontrar o sequetrador.
As mensagens serão emitidas em princípio durante um tempo máximo de três horas, antecipou à Efe o secretário-geral do Instituto de Apoio ao Menor de Portugal, Manuel Coutinho.
O organismo será encarregado de comunicar às autoridades competentes os casos de desaparecimento de crianças, e as informações serão recolhidas em um número de telefone especial.
O sistema surge quase dois anos depois do desaparecimento, em maio de 2007, da menina britânica Madeleine em Praia da Luz, no sul de Portugal.
O caso recebeu uma ampla cobertura da mídia mundial e mobilizou centenas de policiais em busca da menina, mas não nas horas seguintes a seu desaparecimento, as mais importantes, segundo especialistas.