Enquanto o presidente colombiano, Álvaro Uribe, ainda não se manifestou sobre a decisão de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, de romper relações com a Colômbia, diversos políticos do país chamaram o ocorrido de “lamentável”.
Para o ex-presidente colombiano Ernesto Samper (1994-1998), “é lamentável” que esta ruptura ocorra “justamente quando uma mudança de Governo (na Colômbia) poderia nos levar a ser otimistas sobre uma nova etapa nas relações dos dois países”.
Segundo Samper, há “muitos anos” estão “rompidos” os canais diplomáticos que permitiriam conduzir de outra forma as denúncias apresentadas hoje pela Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a presença de chefes guerrilheiros na Venezuela e que levaram à ruptura anunciada por Chávez.
Chávez fez o anúncio em Caracas acompanhado do craque argentino Diego Maradona enquanto o Conselho Permanente da OEA, em Washington, concluía a sessão extraordinária solicitada pela Colômbia.
Guillermo Fernández de Soto, que foi chanceler colombiano no Governo de Andrés Pastrana (1998-2002), disse que “a situação se complica” para o Executivo do próximo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que assume no dia 7 de agosto.
A também ex-chanceler María Emma Mejía declarou que o rompimento é um “fato sem antecedentes que dificultará a normalização dessas relações” para o novo Governo.
Santos faz uma viagem pela América Latina e chegou hoje ao México. O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, está em Lima para a reunião da Comunidade Andina, enquanto Uribe seguiu a sessão da OEA de Bogotá.