Um policial ficou ferido nesta segunda-feira (16) pela explosão de pelo menos três granadas na cidade guatemalteca de Santa Elena, no departamento do Peten, nos arredores do local onde no domingo foi descoberto um massacre de camponeses atribuído a um cartel de tráfico de drogas mexicano.
Um agente da Polícia Nacional Civil ficou gravemente ferido e foi levado a um hospital da região, informou nesta segunda-feira a imprensa local.
“Detonaram três granadas em diferentes locais. Por enquanto só temos notícia de um companheiro ferido”, disse aos jornalistas um oficial da Polícia de Santa Elena.
A cidade fica próxima do local onde no domingo 27 camponeses foram encontrados mortos. Além de terem sido baleadas, as vítimas foram decapitadas.
A princípio, o número de vítimas do massacre, atribuído ao grupo Los Zetas, uma organização de narcotraficantes e sicários mexicanos, era de 28, mas nesta segunda-feira a Polícia informou que foram 27 mortos.
De acordo com a versão policial divulgada pela imprensa guatemalteca, a primeira granada explodiu nos arredores de um instituto de educação e a segunda em frente a um restaurante.
Testemunhas disseram à imprensa local que os artefatos foram lançados por um homem e uma mulher à beira de uma motocicleta.
Minutos depois, desconhecidos lançaram outra granada contra uma unidade da Polícia na cidade vizinha de San Benito, onde o agente foi ferido.
Fontes do Ministério do Interior disseram que os ataques podem ter como objetivo dispersar as forças de segurança que foram enviadas ao departamento de Peten para buscar os responsáveis pelo massacre de camponeses.
As autoridades confirmaram nesta segunda-feira que o massacre foi realizado por membros do Los Zetas e ordenaram a mobilização de forças especiais para buscar os criminosos na selva de Peten, onde acreditam que ainda estejam escondidos.
O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, e o ministro do Interior, Carlos Menocal, viajaram nesta segunda-feira para La Libertad para acompanhar as investigações e se reunir com os dois únicos sobreviventes do massacre.