Policiais da Jordânia e homens armados leais ao regime do país atacaram nesta sexta-feira centenas de manifestantes reformistas que faziam uma passeata de protesto em Amã para reivindicar ao Governo mudanças políticas, assinalaram testemunhas à Agência Efe.
A manifestação começou após as orações de sexta-feira (a mais importante da semana para os muçulmanos) na Grande Mesquita Hosseini e terminou na praça Najil, onde uma coalizão de movimentos juvenis autodenominada 15 de Julho pretendia acampar para realizar protestos.
Os participantes exibiam cartazes e gritavam palavras de ordem nas quais pediam a renúncia do Governo do primeiro-ministro, Marouf Bakhit, e a dissolução da Câmara Baixa do Parlamento.
Além das agressões sofridas pelos manifestantes, pelo menos dez jornalistas e membros de suas equipes também ficaram feridos, apesar das medidas adotadas pela Associação da Imprensa Jordaniana de orientar os policiais a distinguirem jornalistas dos manifestantes.