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Polícia reforça segurança por causa do Dia de Jerusalém

Arquivo Geral

01/06/2011 7h41

As forças de segurança israelenses se encontram nesta quarta-feira em estado de alerta e reforçaram seu efetivo pela celebração do Dia de Jerusalém, com grandes passeatas que atravessarão a parte leste da cidade, arrebatada à Jordânia em 1967.

 

“Tomamos medidas gerais de segurança na cidade desde esta manhã, para fazer frente ao elevado número de participantes das marchas de hoje”, disse à Agência Efe o porta-voz da Polícia, Miky Rosenfeld.

 

Ao longo da jornada, mais de três mil agentes de diferentes forças (Polícia de Fronteiras, Polícia Nacional, unidades especiais e voluntários) ficarão responsáveis pela segurança durante as atividades festivas, acrescentou o porta-voz policial.

 

Na manhã desta quarta-feira, centenas de pessoas participarão da passeata do Movimento de Fiéis do Monte do Templo e da Terra de Israel, de extrema direita, que irá desde o Ammunition Hill até o Muro das Lamentações, atravessando o bairro árabe de Sheikh Yarraj, onde nos últimos anos colonos judeus expulsaram várias famílias árabes de suas casas para se instalarem nelas.

 

O ato principal do dia acontecerá às 16h, no conhecido como “desfile das bandeiras”, no qual se espera que cerca de 30 mil pessoas marchem desde um ponto da linha verde (que separa o leste do oeste), até a velha cidadela amuralhada, à qual entrarão por duas portas: a de Yaffa e a de Damasco.

 

Esta segunda marcha também atravessará o bairro de Sheikh Yarraj, para simbolizar a unidade e indivisibilidade da cidade.

 

Após a Guerra dos Seis Dias contra Jordânia, Síria e Egito, em 1967, Israel ocupou a parte oriental de Jerusalém, que inclui a Cidade Antiga, onde se encontram alguns dos principais lugares sagrados para o judaísmo, o cristianismo e o islã: o Muro das Lamentações, a Esplanada das Mesquitas e o Santo Sepulcro.

 

Anos mais tarde, em 1980, foi aprovada a Lei de Jerusalém, pela que se anexou a parte oriental (onde vivem na atualidade cerca de 240 mil árabes), e Jerusalém foi declarada capital “eterna e indivisível” do Estado judeu.

 

A comunidade internacional não reconhece a anexação nem a definição de Jerusalém como capital, pelo que todas as embaixadas estrangeiras se encontram na cidade mediterrânea de Tel Aviv.

 

Jerusalém é um dos pontos centrais do conflito entre israelenses e palestinos, e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) reivindica a parte leste como capital de seu futuro Estado.

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