As forças de segurança da Jordânia prenderam mais de 60 muçulmanos seguidores da corrente salafista nas últimas 12 horas por suspeita de envolvimento nos confrontos de sexta-feira, ocorridos após uma manifestação na cidade de Zarqa.
Segundo informaram à Agência Efe fontes de segurança, 90 pessoas ficaram feridas – 83 delas policiais – nos choques entre manifestantes e as forças de ordem no protesto realizado após as orações islâmicas de meio-dia.
O procurador-geral, Hussein Mayali, acusou grupos do salafismo – que prega a rigorosa interpretação do Corão – de lançarem “ataques premeditados” contra os policiais que, segundo ele, estavam apenas fazendo a proteção da passeata que partiu da principal mesquita da cidade – situada 30 quilômetros ao leste de Amã.
Ativistas salafistas, no entanto, rejeitaram esta versão oficial e acusaram os agentes de segurança de se associarem a grupos de partidários do regime jordaniano para atacar os participantes do protesto.
Entre os detidos está Abu Mohammed Tahawi, que apareceu na noite de sexta-feira na emissora catariana “Al Jazeera” negando a versão oficial.
O protesto, que coincidiu com muitos outros realizados na Jordânia, tinha sido convocado para reivindicar reformas políticas e pedir a libertação dos familiares de dissidentes, presos por participar de ativistas terroristas.