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Polícia norueguesa desconhece se Breivik ligou para se render antes da prisão

Arquivo Geral

16/08/2011 14h57

A Polícia norueguesa disse nesta terça-feira (16) desconhecer se o ultradireitista Anders Behring Breivik contatou por telefone a central do distrito para se render meia hora antes de ser capturado na ilha de Utoeya, onde matou 69 pessoas.

De acordo com o jornal “VG”, Breivik conseguiu falar às 17h59 do dia 22 de julho com um agente de guarda na central de operações de Busquerude e pediu para se entregar ao corpo especial “Delta”, mas recebeu uma resposta que não entendeu e, após outra ligação mal-sucedida, decidiu continuar com os disparos.

O fundamentalista cristão, que foi capturado às 18h27, afirmou a seu advogado que fez uma pausa no meio do massacre para fazer até dez ligações, mas só falou com o agente policial duas vezes.

“Recebemos o registro de chamadas do distrito policial do sul de Busquerude, onde há uma chamada, provavelmente do acusado. Já conhecíamos essa ligação e foi recebida pouco antes da prisão. Desconheço que tenha havido outras conversas”, declarou nesta terça-feira em entrevista coletiva em Oslo Christian Hatlo, porta-voz policial.

Hatlo acrescentou que a Polícia norueguesa pediu os registros telefônicos de outros distritos próximos a Oslo, inclusive o do norte de Busquerude, e que tanto a defesa de Breivik como os advogados dos sobreviventes e das famílias das vítimas poderão ter acesso a este material no futuro.

A Polícia de Oslo enviou nesta terça-feira aos tribunais uma solicitação para que a audiência desta sexta-feira, onde será decidida a prorrogação ou não do regime de isolamento de Breivik, seja realizada a portas fechadas.

Um juiz de Oslo decretou no último dia 25 de julho prisão preventiva de oito semanas para Breivik, mas o regime de isolamento dura no máximo quatro semanas, daí a necessidade de uma audiência para prolongá-lo.

Hatlo destacou também que Breivik não foi submetido a novos interrogatórios desde que foi levado a Utoeya, no último dia 13, para participar de uma reconstituição do massacre.

Os próximos interrogatórios se concentrarão em suas vinculações com “possíveis cúmplices”, declarou Hatlo.

No duplo atentado perpetrado por Breivik, 77 pessoas morreram, oito delas pela explosão de um carro-bomba no complexo governamental de Oslo e as outras 69 no tiroteio no acampamento da Juventude Trabalhista em Utoeya.

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