Segundo um comunicado da Polícia de Atenas, a mulher de 22 anos é acusada de “participar de um grupo terrorista, da explosão, preparação de bombas e posse de explosivos” entre outras acusações.
A jovem comparecerá hoje perante um juiz e parece ter ligação com um grupo de guerrilha urbana responsável desde 2008 por cerca de dez ataques com explosivos contra a Polícia, políticos, igrejas e edifícios públicos em Atenas e Salônica.
Outros três jovens foram detidos e acusados de participação em organização terroristas em setembro e estão à espera de julgamento.
Também há uma ordem de detenção contra outros seis supostos suspeitos.
Nenhuma organização assumiu a autoria do atentado de ontem, que foi cometido com uma bomba de fabricação caseira colocada dentro de uma panela de pressão e dentro de uma mochila.
As autoridades gregas estão em alerta diante da alta do terrorismo no país por pequenos núcleos, após 30 anos de atividade de organizações terroristas como a 17 de Novembro e a Luta Popular Revolucionária, que foram desarticuladas em 2002.
Além disso, a proximidade do primeiro aniversário do assassinato de um adolescente em Atenas em 6 de dezembro por dois agentes policiais e a realização do julgamento nesse mês podem causar novas cenas de violência e pilhagem nas ruas, assim como nas manifestações que castigaram o país durante quase um mês no final do ano passado.