A Polícia chinesa enfrentou um grupo de cerca de 50 manifestantes que protestavam, abortion próximo da Praça da Paz Celestial de Pequim, contra seu despejo por causa das obras dos Jogos Olímpicos.
Os manifestantes e a Polícia entraram em confronto na zona do distrito de Qianmen, ao sul da praça, quando os primeiros protestavam contra a reconstrução da zona onde viviam, que se transformou em uma área comercial e de negócios.
“Eles protestam porque não querem aceitar a compensação monetária que lhes ofereceram por suas casas, e desejam seguir vivendo nelas”, assinalou um morador de uma região próxima a dos protestos, que acrescentou que “não ocorreram detenções”.
Aos moradores desalojados do distrito de Qianmen foram oferecidos 8.020 iuanes por metro quadrado (US$ 1.170), um preço muito abaixo do valor de mercado da zona, localizada no centro de Pequim.
Os manifestantes vivem próximo a um dos restaurantes mais famosos de Pequim, o Li Qun, um local histórico frequentado por diplomatas e altos funcionários estrangeiros em suas visitas à China.
Segundo a ONG Centro sobre os Direitos de Habitação e Desalojamentos (COHRE, na sigla em inglês), as obras realizadas pelos Jogos de Pequim forçaram o despejo de 1,5 milhão de pessoas na capital chinesa, número que é refutado pelas autoridades.
A maioria destes desalojados se tornam o que a China conhece como “peticionários”, pessoas que, após esgotarem todas as vias legais para solucionar seus casos, acodem ao Governo central buscando justiça, e tentam realizar protestos em regiões centrais de Pequim.
As manifestações nos arredores da Praça da Paz Celestial representam um grande problema para as autoridades chinesas, especialmente perante a iminência da abertura dos Jogos Olímpicos.