Menu
Mundo

Polícia desativa bomba colocada em frente a uma unidade judicial no Equador

Artefato foi neutralizado após ameaça a juízes; onda de violência já deixou cerca de 40 servidores da Justiça mortos no Equador nos últimos seis anos

Redação Jornal de Brasília

25/06/2026 15h39

image processing20240403 1860486 y2ssvq

Foto: AFP

A polícia equatoriana detonou de forma controlada uma bomba colocada em frente a um complexo judicial em Quito, em meio a um ataque de grupos criminosos contra promotores e juízes.

Confrontadas entre si e em guerra contra o Estado, as gangues se fortalecem no país e deixaram cerca de 40 funcionários do sistema judiciário assassinados nos últimos seis anos no Equador, segundo um sindicato.

A bomba desta quinta-feira estava em uma caixa de papelão na entrada do prédio, acompanhada de um panfleto dirigido aos juízes.

“Era um artefato explosivo, que já foi desativado ou neutralizado” pela polícia antibombas, disse aos repórteres o coronel Mauricio León, comandante da polícia de Quito.

A mensagem foi “dirigida aos juízes” com uma advertência para “tomar medidas corretivas” em “alguns casos”, acrescentou León, sem especificar as causas judiciais.

O Conselho Judiciário condenou esses “atos de intimidação” e anunciou que construirá “tribunais tipo bunker” para proteger funcionários e réus.

A Associação Equatoriana de Magistrados e Juízes (Aemaj) expressou sua “profunda preocupação” com o incidente e destacou a “crescente vulnerabilidade” enfrentada pelos servidores.

O assassinato mais recente de um funcionário ocorreu em meados deste mês na cidade litorânea de Manta (sudoeste), onde uma promotora foi morta a tiros.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado