A Polícia de Puntlândia, a região meridional somali onde foram capturados o fotógrafo espanhol José Cendón e o jornalista britânico Colin Freeman, pôs “controles em todas as saídas de Bossaso (principal cidade da zona) e procura testemunhas do seqüestro”, disse à Efe Farah Isa, um comandante policial local.
O presidente do Governo autônomo de Puntlândia, Mahamud Muse Hirsi, disse hoje à Efe que a investigação do caso continua e que eles não aceitariam “pagar resgate algum aos seqüestradores”.
Gani Mohammed Abdi, chefe da Polícia de Bossaso, que também se mostrou na sexta-feira contra o pagamento de resgates, disse que “os retidos estão na zona montanhosa de Sanaag, 20 quilômetros (ao sudoeste) de Bossaso”, e que os agentes estão “nas imediações”.
Abdulkader Ali, um dirigente tribal da região, disse à Efe que “já há negociações abertas entre os idosos e o grupo de seqüestradores para resolver o assunto”.
A vice-presidente primeira do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, disse na sexta-feira que o Executivo utilizou todos os recursos para conseguir a libertação de Cendón e Freeman.
As autoridades de Puntlândia disseram que Cendón e Freeman foram seqüestrados pelos tradutores somalis, em colaboração com um grupo armado não identificado da região, pouco antes de ir ao aeroporto de Bossaso para abandonar a região.