A Polícia norueguesa reconheceu nesta quinta-feira que as equipes de resgate continuam procurando por um de pessoas que permanecem ainda desaparecidas após o duplo atentado que deixou 76 mortos em Oslo e na ilha de Utoeya.
Por enquanto, os policiais indicaram em entrevista coletiva que não vão divulgar mais detalhes a respeito sobre o número de desaparecidos e suas identidades. “Continuaremos a busca enquanto tenhamos esperanças de encontrar algum sobrevivente”, afirmou o policial Hjort Krab, seis dias após os ataques.
Desde sexta-feira, várias embarcações, incluindo submarinos, vistoriam as águas próximas à ilha de Utoeya, na busca de corpos de vítimas não resgatadas até o momento.
Krab previu que o julgamento do autor confesso da dupla tragédia, Anders Behring Breivik, não começará antes de 2012, já que a investigação policial e judicial vai levar “meses”.
“É muito cedo para saber quando (será o julgamento)”, apontou.
Indicou apenas que a Polícia mantém aberta várias linhas de investigação, entre elas a ligada à compra de material explosivo e, a “questão mais importante”, a de se Breivik contava com “apoio financeiro” para executar o massacre, planejado durante anos.
Johan Fredriksen, um dos máximos responsáveis da Polícia, indicou que a situação em termos de segurança à população está “voltando ao normal” em Oslo, apesar da área governamental afetada pelo potente carro-bomba ainda ser considerada como uma ferida aberta e os alarmes falsos.
O policial acrescentou que implementaram medidas para “melhorar a segurança” na capital nos últimos dias e que as ameaças de bomba recebidas recentemente eram “vagas” e “nenhum era real”.
A estação central de Oslo, no entanto, foi fechada em três ocasiões nos últimos dias devido aos alarmes.