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Mundo

Polícia colombiana revela que Farc tinham plano contra ministro da Defesa

Arquivo Geral

08/05/2008 0h00

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deslocaram à capital colombiana um “comando terrorista” com a missão de assassinar o ministro da Defesa, click Juan Manuel Santos, revelou hoje em Bogotá o diretor da Polícia Nacional, o general Óscar Naranjo.


O oficial disse que o plano contra Santos foi ordenado pelo comando central da guerrilha, que financiou com 600 milhões de pesos (US$ 335.640) as tarefas de inteligência para o ataque.


“Temos evidência certa de que o Secretariado das Farc deu ordem de assassinar o senhor ministro da Defesa”, afirmou Naranjo em entrevista na capital colombiana.


O chefe policial acrescentou que têm “certeza total de que terroristas procedentes de Los Llanos Orientales e de Valle del Cauca (departamento do sudoeste), concretamente, chegaram à cidade de Bogotá”.


Este grupo de insurgentes “antecipou tarefas prévias de inteligência sobre o senhor ministro, seus lugares de residência, deslocamentos, rotas, família, lugares freqüentados por ele”, prosseguiu o general, que atribuiu os detalhes do plano a voluntários (informantes) das autoridades.


Naranjo enfatizou que este “comando terrorista” é “o responsável, neste momento, do planejamento e das tarefas de inteligência para atentar contra o senhor ministro”.


Os organismos estaduais de segurança se mobilizaram para buscar e deter os guerrilheiros que tramaram o atentado, disse o diretor policial, que não quis oferecer detalhes do plano rebelde para não frustrar a eventual detenção dos responsáveis.


Os comandos insurgentes que têm esta missão pertencem às frentes 30 e 48 das Farc, segundo a mesma fonte.


Aparentemente, a tentativa foi descoberta com a detenção, hoje, em Buenaventura (sudoeste) de “Santiago”, apelido de Gustavo Cardona Arbélaez, considerado o líder da frente urbana Manuel Cepeda Vargas.


 

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