“Estamos acostumados com o perigo, mas nunca vi algo assim. Fiquei com as pernas bambas”, disse o policial Héctor Visvek, que conduziu a operação de resgate, em declarações publicadas pelo jornal “Crítica”, de Buenos Aires.
O incidente ocorreu na localidade de Pilar, cerca de 60 quilômetros ao norte de Buenos Aires, quando a jovem foi à guarda de um hospital e mentiu aos médicos ao dizer que estava grávida e com hemorragia, e que, portanto, achava que estava tendo um aborto natural.
Ao ver que ainda havia placenta, o ginecologista que a atendeu percebeu que não tinha ocorrido um aborto, mas um parto, por isso começou a fazer perguntas à jovem.
A mulher acabou confessando que tinha enterrado a filha e o médico denunciou o caso à Polícia, que foi à precária casa da jovem e encontrou o bebê enterrado em um poço, cheio de sangue, mas ainda com sinais vitais.
A menina, que pesa quatro quilos, foi imediatamente hospitalizada e não corre risco de morrer, segundo os médicos, que consideraram “um milagre” que o bebê tenha sobrevivido.
As autoridades iniciaram uma investigação sobre o ocorrido, considerado “abandono de pessoa agravado pelo vínculo”, mas, até o momento, a jovem não foi detida.