Darwin, de 57 anos, foi acusado dos crimes de mentir para conseguir um passaporte e de obter uma transação econômica após enganar uma empresa de seguro de vida, informou a Polícia do condado de Cleveland, no noroeste da Inglaterra.
O canoísta reapareceu em 1º de dezembro em uma delegacia de Londres, após desaparecer em março de 2002, em Hartlepool (noroeste), quando saiu para navegar. Quatro dias depois, o ex-funcionário do sistema de penitenciárias britânico, que alegou amnésia, foi detido sob suspeita de fraude.
A Polícia de Cleveland acrescentou que Darwin, declarado morto por um juiz em 2003, continuará detido até segunda-feira, quando comparecerá perante o Tribunal de Hartlepool, informou o sargento de Polícia Iain Henderson.
Henderson pediu à mulher de Darwin, Anne, de 55 anos, que entre em contato com as forças de segurança. Anne Darwin vendeu duas propriedades da família seis semanas atrás e recebeu o seguro de vida do marido.
Na quarta-feira, confirmou-se a hipótese de que ela sabia que o marido estava vivo, já que se encontrou na internet uma foto dos dois posando juntos em seu apartamento no Panamá, em 2006. No mesmo dia, Anne saiu do Panamá e foi para Miami, em uma escala rumo ao Reino Unido.
Além da Justiça, ela terá que prestar contas a seus filhos, que, aparentemente, não sabiam da farsa. Os filhos do casal, Anthony e Mark, divulgaram um comunicado no qual afirmavam estar suportando uma “montanha-russa de emoções” após descobrir que seu pai está vivo.