O Programa Mundial de Alimentos (PMA) informou hoje que, neste final de semana, entregou alimentos na área de Porto Príncipe para quase 100 mil vítimas do terremoto de terça-feira no Haiti.
Segundo um comunicado distribuído hoje na sede das Nações Unidas em Nova York, o PMA diz que entregou no sábado rações ricas em proteínas a 40 mil pessoas e espera entregar mais alimentos a outras 60 mil pessoas, incluindo comida quente, até o final deste domingo.
A agência da ONU diz também que distribuiu ajuda no sábado em Leogane, a 18 quilômetros de Porto Príncipe e muito próxima ao epicentro do sismo, onde “praticamente todos os edifícios estão destruídos e dezenas de milhares de pessoas morreram”.
“Os sobreviventes acamparam ao ar livre. Nessa região, o PMA instalou dois pontos de distribuição de alimentos”, acrescentou o organismo.
Segundo a agência, “não houve novos incidentes de segurança” e a missão da ONU no Haiti (Minustah) faz a segurança de seus comboios de distribuição e seus armazéns de alimentos.
De acordo com a ONU, 1.500 pessoas e 115 cachorros de 27 equipes internacionais trabalham nas tarefas de resgate, e já rastrearam mais de 60% das áreas mais afetadas da capital haitiana.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.