Os pilotos da companhia aérea alemã Lufthansa iniciaram a maior greve na história da companhia aérea, com uma paralisação total de quatro dias que deixará em terra a maior parte dos aviões da companhia aérea.
Os grandes aeroportos alemães de Frankfurt, Düsseldorf, Munique, Hamburgo e Berlim registravam já esta manhã dúzias de cancelamentos e suspensões de voos programados, que afetam fundamentalmente rotas internas, embora também, em menor medida, estrangeiras.
A própria companhia aérea calcula que só nesta segunda-feira serão suspensos cerca de 800 voos por causa da greve convocada pela associação Cockpit, que mobilizou quatro mil pilotos da maior companhia aérea alemã.
O ministro de Transportes alemão, Peter Ramsauer, tentou até a última hora do domingo, embora sem sucesso, mediar entre os pilotos e a companhia para evitar a greve, que pode alcançar perdas de 25 milhões de euros diários para a Lufthansa.
A greve dos pilotos da Lufthansa é fundamentalmente para exigir garantias para seus postos de trabalho e impedir que a companhia alemã contrate parte de seus voos com outras empresas estrangeiras e com pilotos que trabalham com tarifas mais baixas.