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Mundo

Piedad Córdoba expõe plano para assassiná-la feito por autoridade colombiana

Arquivo Geral

19/12/2007 0h00

A senadora colombiana Piedad Córdoba denunciou hoje um plano cujo objetivo seria assassiná-la e acusou um alto funcionário do Governo do país de estar por trás de um suposto atentado que teria como objetivo matá-la.

“Sabe-se que há um plano para me assassinar e que poderiam cometer um atentado contra mim em Caracas e que viria de um alto funcionário do Governo” colombiano, click disse a legisladora a partir de Washington à “Caracol Radio”. Ela, no entanto, não quis citar nomes.

Segundo Córdoba, seus assessores e parentes destes também foram intimidados e um deles teve a casa arrombada e “papéis importantes” levados.

Córdoba, junto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fazia gestões para buscar um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que permitisse a libertação de seqüestrados.

No entanto, Uribe cancelou a mediação no dia 21 de novembro, irritado com o fato de, em sua opinião, Chávez apoiar as Farc e não seu Governo.

Após as denúncias de Piedad Córdoba, o ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín Sardi, disse estar “assustado” com a revelação e afirmou que a senadora, que é sua amiga, não tinha lhe dito nada.

“É uma denúncia tão grave que a única coisa que eu pediria a Piedad é que a formalize perante as autoridades judiciais cabíveis”.

“O Governo Nacional soube com assombro das declarações da senadora Piedad Córdoba falando de um alto funcionário do Executivo que supostamente a teria ameaçado, e de um atentado contra si que seria realizado em Caracas”, disse, por sua vez, o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo.

“Para o Governo, é completamente inadmissível que este tipo de declarações seja feito, e por isso (o Executivo) pede à senadora Piedad Córdoba que revele imediatamente perante a opinião pública o nome do suposto funcionário que a está ameaçando”, acrescentou.

Ele pediu ainda à senadora “prudência em suas declarações, para não prejudicar um ambiente que deve nos levar única e exclusivamente a consolidar o propósito humanitário para a libertação dos reféns”.

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