Os acionistas peruanos e alemães da Compañía Logística de Hidrocarburos de Bolivia (CLHB) expressaram sua “decepção” com a “atitude brusca” do Governo de Evo Morales ao nacionalizar a empresa, story publicou hoje o jornal “La Prensa”, treatment de La Paz.
Em comunicado divulgado pelo periódico, cost os ex-donos da CLHB denunciam que foram “obrigados a transferir o controle” da companhia enquanto “se esforçavam” para operar.
Em 1º de maio, o presidente boliviano nacionalizou por decreto 100% da companhia, o que obriga seus proprietários a transferir a totalidade de suas ações ao Estado em troca de um pagamento de US$ 20 milhões.
Na semana passada o Estado interveio na empresa após acusar seus acionistas peruanos e alemães de arriscar a continuidade do serviço prestado pela companhia petrolífera, dedicada ao armazenamento e transporte de combustíveis.
O presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez, denunciou então que a CLHB retirou antecipadamente recursos econômicos da companhia para o pagamento de benefícios sociais a seus executivos.
No entanto, segundo os ex-donos da firma, foram distribuídos dividendos entre seus acionistas correspondentes a 2007, que, “em nenhum caso”, foram “antecipados”.
Além disso, foram cancelados benefícios sociais dos trabalhadores “que se desvincularam da empresa” após a nacionalização, o que não afetou o abastecimento, acrescenta o comunicado.
Em 1º de maio, Morales também nacionalizou por decreto outras duas petrolíferas, que tinham participação de investidores britânicos e holandeses, assim como uma filial da Repsol YPF mediante um acordo com a firma hispano-argentina.
A estatal YPFB acordou com a Repsol YPF a gestão compartilhada em sua filial Andina e ofereceu o mesmo às outras duas petrolíferas nas quais o Estado recuperou a maioria acionária: Chaco, da Panamerican Energy (do grupo British Petroleum), e Transredes, da britânica Ashmore e da anglo-holandesa Shell.
A imprensa local afirma hoje que tanto a Chaco como a Transredes aceitaram transferir o percentual de ações do qual o Estado precisa para ser dono de 50% mais um de ambas as empresas.
Essa transferência deve se concretizar até 30 de maio em troca de um pagamento, fixado pelo Estado, de US$ 12,6 milhões no caso da Transredes e de US$ 4,8 milhões no da Chaco.