O barril de petróleo do Texas ficou hoje 1, information pills 5% mais caro e finalizou a sessão a um preço recorde de US$ 111,76 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), em uma jornada em que o dólar se desvalorizou em relação ao euro e a outras divisas, entre outros motivos mencionados pelos analistas.
No final da sessão no pregão da Nymex, os contratos de petróleo WTI para maio somaram US$ 1,62 ao preço anterior e fecharam, pela primeira vez, a mais de US$ 111 o barril.
O preço desse tipo de petróleo já havia superado os US$ 112 durante as negociações de várias sessões na semana anterior e hoje chegou a tocar os US$ 111,99 o barril.
Os preços dos combustíveis mostraram uma tendência de alta mais moderada que no caso do petróleo, embora suficiente para que a gasolina para entrega em maio se negociasse também a preços recordes.
A escalada nos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado atacadista faz com que os americanos continuem pagando preços históricos para encher os tanques de seus automóveis, além de encarecer os custos do transporte, com o diesel também batendo máximas históricas.
Os contratos de gasolina para entrega em maio subiram US$ 0,02 e finalizavam a US$ 2,8218 o galão (3,78 litros), após tocar um recorde histórico de US$ 2,8417.
Os contratos do gasóleo de calefação para esse mês ficaram a US$ 3,2029 o galão (3,78 litros), US$ 0,01 mais que na sexta-feira.
O gás natural para entrega em maio somou US$ 0,15 a seu preço anterior e terminou cotado a US$ 10,05 por mil pés cúbicos.
O petróleo WTI começou a semana com uma forte tendência de alta após ter se mantido, nas últimas três sessões, a mais de US$ 110, algo que já havia ocorrido também há um mês.
O barril desse tipo de petróleo fechou todas as sessões na Nymex a mais de US$ 100, desde 4 de março, apesar inclusive dos sinais de que a demanda de combustíveis nos EUA diminui e de uma menor atividade econômica.
Os desfavoráveis resultados trimestrais divulgados hoje pelo quarto banco nos EUA, o Wachovia, junto aos poucos sinais de recuperação do consumo, aguçaram hoje a impressão de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) terá que reduzir ainda mais as taxas de juros para impulsionar o avanço da economia.
O corte nas taxas de juros tende a debilitar a moeda americana, o que, ao baratear as compras de petróleo e de outras matérias-primas que são negociadas em dólares, freqüentemente pressiona os preços do petróleo e dos combustíveis derivados para cima.
A esse cenário se somaram hoje notícias relativas à perda de cinco mil barris diários de petróleo de produção na Nigéria desde o fim de semana, por causa de sabotagens a instalações da companhia italiana Eni Spa.
Os operadores nova-iorquinos iniciaram também a semana entre notícias que um escape havia gerado a paralisação das operações no sistema de transposição de petróleo Capline, operado pela empresa Shell e que leva petróleo do Golfo do México para refinarias no oeste e centro dos EUA.
Qualquer interrupção na produção ou nos envios ao mercado americano inquieta imediatamente o mercado nova-iorquino, quando falta apenas um mês e meio para que comece a época de maior demanda de gasolina no país, que vai de maio a setembro.
O galão de gasolina se mantém em preços históricos na venda ao público e hoje se situava em uma média de US$ 3,37 em nível nacional, enquanto o galão de diesel se vendia a um preço recorde de US$ 4,10, segundo dados da associação automobilista AAA.