A Petrocaribe prevê o financiamento em condições favoráveis da fatura petrolífera, que pode ser 40% paga em até 90 dias, e o restante, em um prazo de até 25 anos, com dois de abono.
Chávez, que chegou ontem à cidade de Maracaibo, no oeste da Venezuela, antecipou que o encontro deste domingo discutirá, entre outros assuntos, a segurança alimentar e a situação do mercado petroleiro.
“É impossível que em uma cúpula de hoje em dia não se fale da crise alimentícia que ameaça o mundo. Trata-se de construir soberania e segurança alimentar”, disse o presidente venezuelano à imprensa, ao se referir aos temas sobre os quais tratará com os líderes da América Central e do Caribe.
Ao falar sobre à alta mundial dos preços do petróleo, Chávez defendeu o papel desta iniciativa de integração energética, à qual a Guatemala se juntará hoje.
Segundo Chávez, a Petrocaribe “não só ajuda os países no setor econômico, mas os liberta da chantagem das grandes empresas internacionais”, que evitam que estes se unam.
A Petrocaribe foi criada em 29 de junho de 2005 a partir do acordo de cooperação energética assinado por 14 países, em reunião de chefes de Estado e de Governo do Caribe, assinado na cidade de Puerto La Cruz (Venezuela).
“Continuaremos fortalecendo a Petrocaribe, que é um instrumento de integração libertadora, porque é para isso que deve existir a integração: para nos unir, para nos libertar dos mecanismos do capitalismo”, acrescentou o presidente da Venezuela, país que está na Secretaria-executiva da iniciativa.
Afirmou que continuarão “elaborando fórmulas que aliviem o peso (dos altos preços do petróleo)”, e que, além disso, permitam transformar esta situação “em oportunidades para o desenvolvimento integral”.
Hoje, a Petrocaribe tem como membros: Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Cuba, Dominica, Granada, Guiana, Honduras, Haiti, Jamaica, Nicarágua, República Dominicana, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela.
Santa Lúcia, embora seja uma das fundadoras da Petrocaribe, nunca assinou o acordo, mas o atual Governo anunciou esta semana que estuda seriamente a possibilidade de assiná-lo e enviá-lo ao ministro da Indústria e Comércio santa-lucense, Rufus Bousquet.