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Mundo

Pequim quer reunificação das Coreias, mas se recusa comentar WikiLeaks

Arquivo Geral

30/11/2010 10h06

O Governo chinês admitiu nesta terça-feira que aposta na reunificação da península coreana, como aparece em milhares de documentos divulgados pelo site WikiLeaks, mas negou-se a comentar suas relações com os Estados Unidos.

“China sempre apoia que o Norte e o Sul da Península realizem diálogos para melhorar as relações, cooperem e conversem entre si para alcançarem uma reunificação pacífica”, destacou em entrevista coletiva o porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Hong Lei.

Com estas palavras, Hong admitiu um dos pontos chaves nas revelações do WikiLeaks, que a China aposta no longo prazo por uma Coreia unificada, apesar de publicamente defender a existência da Coreia do Norte.

“Não queremos nenhuma alteração das relações entre China e os Estados Unidos”, destacou sobre WikiLeaks o porta-voz oficial, quem se negou a comentar as informações aparecidas nos últimos dois dias.

Outra informação divulgada pelo WikiLeaks assinalava que o Governo chinês autorizou a intrusão nos sistemas do Google no país, causando um grave conflito entre a companhia e Pequim no início do ano.

As tentativas infrutíferas de Washington para que a China detivesse o envio de material nuclear da Coreia do Norte com destino ao Irã, ou a crescente desconfiança entre o regime comunista e o líder máximo norte-coreano, Kim Jong-il, apesar de normalmente os situar na mesma linha política.

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