O Pentágono apresentou hoje acusações contra o saudita Abd al-Rahim al-Nashiri por “organizar e dirigir” em 2000 um atentado contra o destróier americano USS Cole, no rx quando morreram 17 marinheiros, illness e por participar de outros atos terroristas.
A Promotoria pediu a pena de morte para Nashiri, information pills que será julgado nos tribunais antiterroristas especiais criados na Base Naval de Guantánamo, caso as acusações sejam aceitas por sua autoridade máxima.
Em coletiva de imprensa no Pentágono, o general Thomas Hartmann, assessor desses tribunais, disse que foram feitas oito acusações contra Nashiri, sendo cinco delas com possibilidade de resultar em pena de morte.
Entre elas estão assassinato, traição, violação das leis de guerra, terrorismo e destruição de propriedade.
Os EUA acusam o saudita de ter um papel-chave no atentado contra o USS Cole, que foi atacado por um bote dirigido por terroristas suicidas em 12 de outubro de 2000 enquanto estava atracado no porto de Áden, no Iêmen.
Além da morte de 17 marinheiros, o atentado deixou dezenas de feridos.
Nashiri, cuja família é de origem iemenita, afirmou em março de 2007 durante uma audiência perante uma junta militar em Guantánamo que tinha confessado sua participação no atentado para que parasse de ser torturado.
“Simplesmente disse essas coisas para deixá-los contentes”, disse perante a junta, segundo uma transcrição parcial divulgada pelo Pentágono.
Em fevereiro, o diretor da CIA, Michael Hayden, reconheceu que Nashiri foi um dos três detidos submetidos a “asfixia simulada”, um método que a maioria dos especialistas em direito internacional consideram tortura.
Ao contrário do sistema judiciário americano, os tribunais de Guantánamo, que dependem do Pentágono, permitem o uso de provas obtidas durante interrogatórios que empregam técnicas extremas.
A Promotoria também acusa Nashiri de participar de complôs fracassados contra outra embarcação americana e contra um navio francês em 2002, conforme detalhou Hartmann.
A CIA manteve o saudita em prisões secretas até que, em 2006, o presidente dos EUA, George W. Bush, ordenou sua transferência para Guantánamo junto com os outros detidos de maior valor para seu país.