Menu
Mundo

Pelosi: Bush deve defender direitos humanos e liberdade de imprensa na China

Arquivo Geral

01/08/2008 0h00

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, ambulance Nancy Pelosi, escreveu hoje uma carta ao presidente George W. Bush na qual pede a ele que defenda os direitos humanos e a liberdade de imprensa em sua viagem à China para participar da cerimônia de abertura dos jogos Olímpicos.

Na carta, Pelosi afirma que a situação dos direitos humanos na China e no Tibete piorou ainda mais nos últimos meses e que foram impostas novas restrições aos jornalistas que viajaram para Pequim.

Por isto, ela pede que Bush outorgue “a mais alta prioridade” à defesa dos direitos humanos e à liberdade de imprensa em sua viagem à China para participar dos Jogos Olímpicos.

Pelosi valoriza que o presidente americano tenha se reunido recentemente com dissidentes chineses na Casa Branca, mas afirma que sua presença na cerimônia de abertura enviará um sinal equivocado aos chineses.

“Sua participação na abertura dos Jogos Olímpicos enviará um sinal aos cidadãos chineses e à comunidade internacional que poderia ser interpretado de forma errada como um consentimento por sua parte e dos americanos da política draconiana – severa – do Governo chinês”, escreveu.

Por esta razão “é essencial que o senhor defenda sem ambigüidade os direitos humanos e se reúna com as famílias de prisioneiros de consciência enquanto estiver em Pequim”, declarou Pelosi.

Em sua carta, a presidente da Câmara de Representantes afirma que a Carta Olímpica estabelece que o objetivo dos Jogos Olímpicos deve ser a promoção de uma “sociedade pacífica preocupada com a preservação da dignidade humana”.

Infelizmente, prossegue, “o Governo chinês fracassou na hora de criar um ambiente que honre as tradições olímpicas de liberdade e abertura”.

Ela argumenta que as condições dos direitos humanos pioraram nos últimos meses, pois as autoridades chinesas intensificaram seus esforços para deterem e encarcerarem pessoas que se queixaram publicamente da situação na China e no Tibete.

Além disso, diz Pelosi, a China, em troca de poder receber os Jogos Olímpicos, fez promessas sobre a liberdade de imprensa, os direitos humanos e o meio ambiente, mas “muitas destas promessas foram violadas repetidamente e descaradamente”.

Pelosi faz referência à detenção e ao encarceramento de conhecidos defensores dos direitos humanos, da “censura, da ameaça e da detenção” de jornalistas internacionais e chineses, e às restrições impostas por Pequim ao acesso de internet para a imprensa.

Também destaca que o recente diálogo entre o Governo chinês e os representantes do Dalai Lama não produziram nenhum progresso e “milhares de tibetanos pacíficos” continuam presos após os protestos que começaram em março.

Pelosi também denuncia a campanha de “educação patriótica” do Governo chinês que requer que os tibetanos budistas denunciem publicamente o Dalai Lama.

Em nível internacional, as políticas chinesas de apoio ao “regime genocida no Sudão e na Junta Militar em Mianmar (antiga Birmânia) vão contra os interesses de paz e estabilidade no mundo”, declara Pelosi.

“Espero que o senhor persuada a China a encerrar seu apoio aos abusos aos direitos humanos nestes países”, conclui em sua carta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado