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Pelo menos 8 morrem por disparos das forças de segurança na Síria

Arquivo Geral

12/08/2011 11h39

Pelo menos oito pessoas morreram nesta sexta-feira por disparos das forças de segurança em diferentes pontos da Síria, em um novo dia de protestos contra o regime de Bashar al Assad, segundo vários grupos opositores.

Os Comitês de Coordenação Local denunciaram que a repressão do Exército ao protesto desta sexta-feira causou oito mortes na cidade de Aleppo (norte) e na província de Rif Damasco (leste), entre outras áreas do país.

Em Aleppo, os disparos efetuados contra os manifestantes no bairro de Sajur após as orações muçulmanas do meio-dia tiraram a vida de duas pessoas.

O bairro encontra-se sitiado pelas forças de ordem que continuam com a repressão e efetuam uma grande campanha de detenções.

Outras duas pessoas morreram em um incidente similar na localidade de Duma, em Rif Damasco, que foi palco de amplos protestos contra o regime sírio.

Em Deir ez Zor, um homem de 33 anos morreu após ser atingido por um disparo, sendo a última vítima identificada pelos Comitês, que não especificaram onde ocorreram os outros três óbitos.

Por sua vez, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos informou da morte de três pessoas em Homs (centro), Sakba (Rif Damasco) e Khan Shijon (Idleb), respectivamente.

Apesar da repressão, milhares de sírios participaram nesta sexta-feira de uma nova e violenta jornada de manifestações para pedir a queda do regime de Assad.

Os ativistas opositores desafiaram o regime com grandes protestos que se desencadearam após a oração do meio-dia também em cidades como Deraa (sul), Latakia (oeste), Hama (centro) e a capital Damasco, assim como em várias localidades da província de Homs.

Em Banyas (Homs), os agentes de segurança sitiaram as mesquitas de toda a localidade para impedir que as manifestações saíssem, enquanto vários veículos blindados que transportavam os “shabiha” (milícia do regime) patrulhavam as ruas.

Além disso, o regime sírio tomou medidas similares para impedir os protestos em Hama, onde a repressão causou um número indeterminado de feridos, segundo o Observatório.

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