O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, designou nesta quarta-feira oficialmente como primeiro-ministro do país o político conservador Pedro Passos Coelho, presidente do Partido Social Democrata (PSD), vitorioso nas eleições legislativas do último dia 5.
Cavaco Silva, que já tinha encarregado na semana passada a formação de Governo a Passos Coelho, divulgou sua decisão em comunicado após conhecer o pacto de legislatura entre o PSD e os democratas-cristãos do Centro Democrático e Social-Partido Popular (CDS-PP), que lhes permitirá governar o país com maioria absoluta.
O PSD, que emplacou 102 dos 230 deputados do Parlamento luso, e o CDS-PP, com 23 legisladores, terão de enfrentar quatro anos pautados pelas condições do resgate financeiro a Portugal, avaliado em 78 bilhões de euros, concedido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Passos Coelho, de 46 anos, sucede no cargo de primeiro-ministro o socialista José Sócrates, no poder desde 2005. Ele declarou aos jornalistas que apresentará um Governo de acordo “com a urgência” que existe no país, estrangulado pelos altos juros de sua dívida e por um alto déficit.
O dirigente do PSD afirmou que a estrutura do futuro Executivo será concretizada quando ele tomar posse e assegurou que o presidente Cavaco Silva será “o primeiro” a saber a composição do mesmo.
O futuro primeiro-ministro português explicou que na quinta-feira serão conhecidos os detalhes do acordo de Governo com os democratas-cristãos do CDS-PP, após tê-lo pactuado no início desta semana.
O líder democrata-cristão Paulo Portas, ministro da Defesa entre 2002 e 2004, confirmou que ambos os partidos chegaram a acordos nas matérias “essenciais” para o governo do país.
A nomeação de Passos Coelho como primeiro-ministro aconteceu depois que Cavaco Silva concluiu nesta quarta-feira as consultas com todos os partidos que conseguiram representação parlamentar após o pleito de 5 de junho.