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Mundo

Partido governista do Norte do Sudão nega fornecimento de armas a tribo árabe

Arquivo Geral

12/01/2011 18h14

A legenda governista Partido do Congresso Nacional (PCN) negou nesta quarta-feira que o Governo de Cartum forneça armas à tribo árabe Al Masiriya, que nos últimos dias protagonizou distúrbios na área de Abyei, localizada na divisa entre o Norte e o Sul do país e disputada pelas duas regiões.

O vice-presidente do PCN, Mandur al-Mahdi, rejeitou as acusações do secretário-geral do partido Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS), Baqan Amon, segundo quem o Governo sudanês estava armando a tribo Al Masiriya para impor seu controle na disputada zona petrolífera de Abyei.

Em declarações aos jornalistas em Cartum, Al-Mahdi advertiu nesta quarta-feira que a guerra verbal vai se transformar em um conflito real se Amun mantiver essas acusações.

Al-Mahdi rejeitou a mobilização de mais forças internacionais na zona, ao considerar suficientes as que já se encontram no local. Para ele, a solução é negociar.

No fim de semana passado, mais de dez pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas em confrontos entre combatentes da Al Masiriya e da tribo africana Dinka Naquq, em um povoado próximo a Abyei, na fronteira entre o Norte e o Sul do Sudão.

Os choques coincidiram com a realização do referendo de autodeterminação do Sul do país, que começou no último dia 9 e terminará no próximo sábado. Nessa consulta popular, os habitantes do Sul do Sudão decidirão se querem continuar unidos ao Norte ou se querem criar um novo Estado independente.

Em princípio, estava prevista a realização de uma consulta popular em Abyei para determinar se os habitantes locais se unem ao Sul ou se continuam vinculados ao poder de Cartum. No entanto, a votação foi adiada devido à falta de acordo entre as partes.

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