O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007) convocou hoje uma reunião de cúpula do governante Partido Justicialista (peronista) para esta terça-feira, page na qual será analisado o agravamento do conflito com o campo.
A decisão foi divulgada poucas horas depois que o Governo rompeu o diálogo com as patronais agropecuárias, pills ao suspender unilateralmente um encontro entre as partes programado para esta mesma tarde.
Na reunião dos dirigentes do peronismo, a primeira organizada por Kirchner desde que se tornou líder do partido, será oferecido um “forte apoio” ao Executivo presidido por sua esposa, Cristina Fernández, anteciparam fontes partidárias.
Elas afirmaram que comparecerão a essa reunião os governadores das províncias de Buenos Aires, Entre Ríos, Chaco, Chubut e San Juan, além do chefe da maior central operária do país (CGT), Hugo Moyano, que integram o Conselho Nacional do Partido Justicialista.
O conflito com o setor rural, que hoje completa 75 dias, começou após a decisão do Governo de fixar em março deste ano um esquema de impostos móveis à exportação de grãos que os produtores agropecuários qualificaram de “confisco”.
O Governo decidiu romper o diálogo com as patronais agropecuárias pelo que considerou uma “fenomenal agressão” do setor à posse da governante argentina, durante um protesto em massa realizado neste domingo.
O oficialismo acusou os dirigentes rurais de abrigar um ato opositor que reuniu aproximadamente 200 mil pessoas no centro do país e de impor condições inaceitáveis para negociar um fim ao conflito.
Após qualificar a postura do Governo como “um enorme equívoco”, dirigentes das quatro principais associações do campo devem se reunir nas próximas horas para definir se retomam seus protestos.
Desde março passado, os produtores rurais realizam sucessivas greves e bloqueios de estradas, que causaram desabastecimento e encarecimento de alimentos, medidas que foram suspensas na semana passada para negociar com o Executivo.