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Partidários do regime iraniano e oposição voltam a se enfrentar

Arquivo Geral

16/02/2011 11h15

Novos enfrentamentos entre opositores ao Governo iraniano e membros das milícias pró-regime de voluntários islâmicos “Basij” foram registrados nesta quarta-feira em Teerã, durante o funeral de um dos dois jovens que morreram nos protestos de segunda-feira.

O jovem, um estudante de origem curda identificado como Sane Zhale, morreu ao ser atingido por um disparo nas proximidades da rua Enguelab, onde a Polícia utilizou gás lacrimogêneo e outras armas para dispersar os grupos reunidos no local.

Segundo a imprensa oficial, Zhale era membro da milícia “Basij” e teria sido atingido por um disparo feito, provavelmente, por partidários da organização opositora no exílio Mujahedin Khalq (combatentes do povo).

No entanto, a oposição e outras fontes independentes afirmam que o jovem era, na realidade, seguidor de um movimento reformista liderado pelos opositores Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi.

Simpatizantes do regime e opositores voltaram a se enfrentar nesta quarta-feira durante o funeral, quando cada um tentou provar que Zhale pertencia a seu grupo.

“Estudantes e pessoas que participavam do funeral de Sane Zhale na faculdade de belas artes de Teerã se enfrentaram com o que pareciam grupos de separatistas”, informou a televisão estatal.

Segundo a fonte, os choques tiveram início durante uma manifestação dentro do campus e d qual também participaram deputados e agentes da Guarda Revolucionária, corpo de elite das Forças de Segurança iranianas.

O site opositor “Rahesabz.net” ressalta que Zhale era um de seus partidários.

No entanto, é difícil saber exatamente o que sucedeu, já que o Ministério de Orientação Islâmica iraniano enviou nesta quarta-feira uma mensagem à imprensa internacional na qual afirma que estava proibido sair às ruas.

Após meses de silêncio, a oposição iraniana retornou às ruas na segunda-feira passada com uma manifestação a favor das revoltas no norte da África que foi proibida pelas autoridades e reprimida com extrema violência pelas forças de segurança.

De acordo com a imprensa estatal, pelo menos duas pessoas morreram nos enfrentamentos, enquanto muitas ficaram feridas e dezenas foram detidas

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