Bagdá, decease 22 nov (EFE).- O Parlamento iraquiano retomou hoje o debate sobre a minuta do acordo de segurança entre Iraque e Estados Unidos, healing depois que, na quinta-feira passada, foi adiado devido aos protestos do bloco político do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr.
“Após completar o quórum, inicio a sessão de hoje, e será permitido tomar a palavra qualquer um que tenha uma opinião ou comentário sobre o tratado de segurança”, disse o presidente da Câmara, Mahmoud al-Mashhadani, na abertura da reunião.
Nesse contexto, destacou que, “após ouvir as observações sobre o convênio de segurança, os deputados terão a liberdade de decidir o que consideram conveniente: escutar ou não a leitura detalhada do tratado”.
O deputado do Bloco Sadr Bahaa al-Aerayi reiterou que seu grupo rejeita o acordo taxativamente e, por essa razão, não tem nenhum ponto de vista a explicar.
O representante da governante Aliança Unida Iraquiana (AUI) – xiita confessional – Hadi al-Amiri, destacou que “a minuta é um prelúdio para recuperar a soberania do Iraque, já que não estipula o estabelecimento permanente de bases (militares americanas) no Iraque”.
O chefe da Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento, deputado Abdel Karim al-Samerrai, disse que não se pode obrigar os parlamentares a votar a favor ou contra o tratado.
Nesse sentido, pediu a criação de um comitê que registre as emendas que os deputados quiserem introduzir ao convênio para levá-las ao Governo.
O presidente da Frente do Diálogo Nacional (sunita), Saleh al-Mutlaq, opinou que o Executivo iraquiano, em suas negociações com os EUA sobre o tratado, “ignorou o que interessa ao povo”.
Nessa linha, pediu a abertura de um diálogo para definir “um projeto nacional que sirva aos interesses dos iraquianos, e que leve em conta sua opinião sobre o acordo”.