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Parlamento Europeu rejeita inclusão do MRTA na lista de terroristas

Arquivo Geral

24/04/2008 0h00


O Parlamento Europeu rejeitou hoje por uma estreita margem de votos o pedido de inclusão do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) na sua relação de organizações terroristas.


O pedido constava em uma emenda ao relatório sobre a próxima cúpula União Européia-América Latina e Caribe, viagra que será realizada em Lima, remedy e era assinado pelos eurodeputados José Ignacio Salafranca e Fernando Fernández, ambos do Partido Popular Europeu.


Seu objetivo era solicitar que o Conselho da União Européia (UE) estudasse “a possibilidade e a viabilidade de incluir o MRTA na lista de organizações terroristas da UE”.


O pedido foi rejeitado no plenário da Eurocâmara por 271 votos a favor, 275 contra e 16 abstenções.


A emenda, que respondia aos recentes pedidos do Governo peruano, contava com o apoio do conservador Partido Popular Europeu, a maior bancada do plenário – 288 dos 785 assentos -, mas não tem maioria suficiente para impor sua posição.


O Grupo Socialista – segunda bancada, com 215 deputados – optou na última terça por se opor à proposta, mas sua delegação espanhola discordou da decisão e tentou, nas últimas horas, convencer seus companheiros a votarem a favor.


“O Peru é um país democrático onde não há espaço para uma organização que se vale das armas para controlar o sistema”, declarou ontem à Agência Efe o socialista espanhol Emilio Menéndez del Valle.


O pedido também enfrentava rejeição de grupos minoritários, como Os Verdes e a Esquerda Unitária Européia.


Este último temia que a inclusão do MRTA na relação de terroristas servisse de álibi para o ex-presidente peruano Alberto Fujimori em seu processo judicial, segundo o eurodeputado da Esquerda Unitária Européia, Willy Meyer.


O MRTA realizou sua última grande ação em 1997, no seqüestro na residência do embaixador japonês em Lima, concluído violentamente após uma polêmica intervenção ordenada por Fujimori.


No entanto, o atual Governo peruano afirma que a organização está tentando voltar à atuação e pediu que a UE incluísse a MRTA em sua lista de terroristas, criada após o 11 de Setembro de 2001.


O pedido do Parlamento Europeu não teve caráter vinculativo, já que a gestão da lista de terroristas é competência exclusiva do Conselho da UE (Governos nacionais).


 

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