O Governo francês disse nesta terça-feira que os protestos convocados contra a reforma da previdência mostram menor apoio que a greve convocada no dia 12 de outubro e prometeu vigiar o abastecimento de combustível.
Pouco antes do início da grande manifestação convocada em Paris, o Ministério do Interior assinalou que até o meio-dia tinham participado de outros protestos no restante do país mais de 480 mil pessoas, número inferior aos 500 mil que admitiu oficialmente nos protestos de uma semana atrás.
O mesmo órgão garantiu que em sete dias foram detidas mais de 1 mil pessoas como supostas responsáveis pelos atos de vandalismo, muitos deles vinculados aos protestos de estudantes, que durante a manhã de hoje protagonizaram inúmeros atos em todo o país.
Em vista da complicada situação de abastecimento de combustível, o primeiro-ministro, François Fillon, anunciou que a primeira hora da tarde haverá uma reunião dos responsáveis do Governo para ver como atuar para restabelecer a normalidade.
Fillon reconheceu que a normalidade só retornará dentro de quatro ou cinco dias, que é o prazo estimado para o reabastecimento de combustíveis cheguem às centenas de postos de gasolina sem reservas.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou por sua parte que vai a intervir pessoalmente para remediar a escassez de carburante provocada pela greve contra sua proposta de reforma da previdência.
Em entrevista coletiva em Deauville, Sarkozy disse compreender “a inquietação” que gerou a reforma, insistiu em que a oposição tem direito de manifestar-se “sem violência” e reiterou que não voltará atrás porque o déficit atual do sistema de previdência “não pode durar”.