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Paraguaio Almirón é o primeiro expulso por tapar a boca na Copa do Mundo

Após ser alertado pelo VAR, o árbitro salvadorenho Iván Barton mostrou a ele o cartão vermelho, aplicando a nova regra que proíbe os jogadores de cobrirem a boca ao falar

Redação Jornal de Brasília

20/06/2026 9h11

türkiye v paraguay: group d fifa world cup 2026

Miguel Almirón, camisa 10 do Paraguai, reage após receber um cartão vermelho por cobrir a boca enquanto conversava com outro jogador durante a partida do Grupo D da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Turquia e Paraguai, no Estádio da Área da Baía de São Francisco, em 19 de junho de 2026, em Santa Clara, Califórnia. Richard Heathcote/Getty Images/AFP (Foto de Richard HEATHCOTE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O jogador paraguaio Miguel Almirón se tornou o primeiro atleta a ser expulso na Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, por violar a nova regra que proíbe os jogadores de cobrirem a boca ao falar com um adversário.

O meio-campista, que joga pelo Atlanta United, da MLS, e já teve passagens por Inglaterra (Newcastle United) e Argentina (Lanús), tapou a boca enquanto falava com um adversário nos acréscimos do primeiro tempo (45+2′) da partida do Grupo D entre Paraguai e Turquia, em Santa Clara, Califórnia.

Após ser alertado pelo VAR, o árbitro salvadorenho Iván Barton mostrou a ele o cartão vermelho, aplicando a nova regra que proíbe os jogadores de cobrirem a boca ao falar.

Para evitar incidentes como as supostas ofensas racistas dirigidas pelo argentino Gianluca Prestianni ao brasileiro Vinicius Junior durante uma partida da Liga dos Campeões no início desta temporada, a Fifa anunciou, no final de abril, que a partir desta Copa do Mundo os jogadores seriam expulsos caso fizessem um gesto que havia se tornado muito comum em campo.

“Se um jogador cobre a boca e diz algo (…), deve-se presumir que ele disse algo que não deveria. Caso contrário, não precisaria cobrir a boca”, explicou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista à Sky Sports.

Essa medida é uma resposta à polêmica surgida durante a partida da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, quando Vini alegou que o argentino Gianluca Prestianni o chamou de “macaco”.

Embora as imagens de televisão não tenham confirmado as palavras supostamente ditas pelo atacante do Benfica, e ele tenha negado a ofensa racista, Prestianni recebeu uma suspensão de seis jogos (com três deles em suspenso) por parte da Uefa.

AFP Conteúdo

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