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Para Reino Unido, zona de exclusão aérea na Líbia é um "passo necessário"

Arquivo Geral

16/03/2011 14h14

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, admitiu nesta quarta-feira que o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia não é uma “solução simples” à crise, mas se trata de um “passo necessário” para derrubar o regime do ditador Muammar Kadafi.

No Parlamento, Cameron pediu à ONU que mostre “liderança” diante das negociações que os membros de seu Conselho de Segurança realizam sobre a conveniência de apoiar a zona de exclusão aérea para aumentar a pressão sobre o dirigente líbio.

Os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas tentarão obter nesta quarta-feira um acordo sobre a aprovação ou não da medida.

O Reino Unido aumentou a pressão sobre as Nações Unidas ao apresentar, junto com a França e o Líbano, uma minuta de resolução para interromper os ataques aéreos contra civis, em um momento em que se intensificaram os bombardeios no país norte-africano.

Cameron considera que a Europa deve “estar preparada para atuar”, se a situação exigir.

Em seu discurso, o primeiro-ministro admitiu que o estabelecimento dessa zona de exclusão é um dos “passos necessários” para poder assegurar o isolamento e a eventual derrocada do regime de Kadafi.

Segundo o chefe do Executivo, se no final da crise o ditador líbio continuar no poder, será terrível não só para os cidadãos ao país, mas também para outras nações da região “que querem ver uma maior democracia em suas sociedades”.

“Por isso que o Reino Unido tem que desempenhar um papel de destaque nas Nações Unidas e nos demais lugares”, acrescentou.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu na terça-feira para debater a proposta apresentada por Reino Unido, Líbano e França e que no sábado passado foi aprovada a Liga Árabe.

Diante da falta de acordo, os membros do principal órgão de segurança prosseguem as negociações.

O documento autoriza a criação da zona de exclusão aérea e reforça as medidas impostas à Líbia no mês passado, que incluem um embargo de armas e sanções econômicas a seus líderes.

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