O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que a incerteza sobre o armamento nuclear gera um mundo mais perigoso e defendeu o tratado de desarmamento nuclear Start, assinado com a Rússia.
O governante americano falava assim depois de se reunir com o ex-secretário de Estado americano Colin Powell para discutir a necessidade de o Senado ratificar o tratado assinado por Obama e o presidente russo, Dmitri Medvedev, em abril passado em Praga.
Por sua vez, Powell declarou sua esperança que o Senado “ratifique o mais rápido possível o novo Start”. Segundo o ex-secretário, o acordo “nos ajudará a saber o que fazem os russos” em matéria nuclear.
Obama lançou uma ofensiva política para conseguir que o Senado se pronuncie sobre o acordo, grande conquista de sua política externa até o momento, antes que a próxima legislatura tome posse em janeiro do ano que vem.
Segundo a lei americana, para a ratificação, é necessário que pelo menos dois terços do Senado vote a favor do projeto, o equivalente a 67 senadores. Atualmente, os democratas contam com 58 cadeiras na câmara alta do Parlamento, precisando assim do apoio de nove republicanos.
No entanto, na próxima legislatura, os democratas terão 53 cadeiras e vão precisar dos votos de 14 republicanos, após a derrota eleitoral do partido de Obama nas eleições de 2 de novembro.
Obama lembra que, sem a entrada em vigor do novo Start, EUA e Rússia precisam de um mecanismo de verificação sobre seus arsenais nucleares, desde que expirou há um ano o Start anterior.