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Mundo

Para Costa Rica, silêncio da OEA sobre crise com Nicarágua pode ser trágico

Arquivo Geral

07/12/2010 19h11

O chanceler costa-riquenho, René Castro, advertiu nesta terça-feira à Organização dos Estados Americanos (OEA) que, se o organismo não se posicionar a respeito da crise limítrofe entre Costa Rica e Nicarágua, poderá estimular a “lei do mais forte” no continente americano.

“Se nenhuma decisão for tomada aqui, se esta organização decidir olhar para outro lado, estará convidando a todos os Estados-membros que invadam a próprio gosto os países vizinhos”, declarou Castro na reunião de chanceleres da OEA, convocada para discutir o atual conflito centro-americano.

Segundo ele, se o silêncio da OEA, permanecer, “o que prevalecerá será a lei do mais forte” nas Américas.

“É esta a mensagem que as delegações querem enviar a este hemisfério e ao mundo? Que é admissível a invasão, a agressão e a força bruta?”, perguntou-se Castro.

O chanceler costa-riquenho argumentou ainda que, se nada for feito a respeito, as nações americanas que não possuem Forças Armadas deverão passar a ter gastos militares.

“A mensagem para o Panamá, Haiti, Costa Rica e outros cinco países caribenhos é que teremos de voltar a nos armar e a gastar uma média de 2,7% do PIB anual em armas e em equipamentos bélicos?”, questionou.

Costa Rica e Nicarágua enfrentam tensões bilaterais desde 21 de outubro, quando San José acusou Manágua de jorrar sedimentos para o leito de um rio que passa pelo território costa-riquenho – algo negado pelo Governo do presidente Daniel Ortega.

Além disso, a Costa Rica também acusa o país vizinho de ter “invadido”, com militares, o território de Isla Calero, ilha que San José considera de sua soberania.

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