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Para assessor de Obama, acordo alcançado representa um alívio para a economia

Arquivo Geral

01/08/2011 12h39

O principal assessor político da Casa Branca, David Plouffe, admitiu nesta segunda-feira que o acordo alcançado entre democratas e republicanos para elevar o teto da dívida antes de o país declarar moratória não é perfeito, mas representa um alívio para a economia.

“Evidentemente, cada membro (do Congresso) vai ter sua própria opinião, mas estamos confiantes de que este acordo será aprovado”, disse Plouffe no programa “Good Morning América” da “ABC”.

“É um acordo que dissipa a nuvem de incerteza sobre a economia e não vamos voltar a repetir este episódio em cinco ou seis meses”, acrescentou.

Plouffe, que compareceu aos principais programas políticos matutinos após um intenso fim de semana de negociações no qual o esperado acordo foi alcançado, lembrou que o pacto não inclui o aumento de impostos, mas assegurou que o Governo continuará lutando por isso.

Uma reforma tributária que consiga fechar algumas “lacunas” no sistema é a “única maneira de reduzir o déficit de maneira significativa e inteligente”, afirmou.

 

Tanto democratas quanto republicanos têm agora um plano que proporciona “uma boa redução do déficit” após um processo que gerou preocupação nos mercados internacionais.

Um dos principais temores do Governo era que o acordo elevasse o teto da dívida apenas até o final do ano e o país voltasse a entrar em discussão sobre a dívida no início de 2012, voltando a gerar incerteza nos mercados em um ano em que os Estados Unidos celebrarão eleições presidenciais.

O assessor assinalou que a Casa Branca não teme as críticas dos legisladores que não estejam de acordo com o plano porque “no final, este é um acordo que será aprovado pelo Senado, pela Câmara de Representantes e o presidente Obama assinará”.

“Asseguramo-nos de que o país não cairá em moratória pela primeira vez e assinamos um pacote que achamos que não prejudicará a economia a curto prazo”, declarou no programa “The Early Show” da “CBS”.

O presidente americano anunciou no domingo um acordo para elevar o teto da dívida em duas fases, que projeta uma redução do déficit de US$ 3 trilhões nos próximos dez anos e um aumento do teto da dívida que garanta fundos até o final de 2012.

 

Republicanos e democratas analisam o acordo que deve ser votado ainda nesta segunda-feira. O Departamento do Tesouro tinha advertido que se não houvesse um acordo antes do dia 2 de agosto para elevar o teto da dívida, atualmente de US$ 14,29 trilhões, o Governo ficaria sem fundos para cumprir suas obrigações e teria que se declarar em moratória.

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