O grupo de militantes islâmicos que retém mais de 200 soldados em uma área tribal do Paquistão desde agosto começou a executar os reféns, medications informou nesta quinta-feira uma fonte oficial, que confirmou que foram encontrados os corpos de três militares.
O porta-voz das Forças Armadas, Waheed Arshad, disse que os radicais assassinaram os três soldados depois que as tropas do Exército invadiram alguns refúgios dos militantes perto da fronteira com o Afeganistão.
Os corpos foram encontrados perto da localidade de Jandola, no Waziristão do Sul, um dia depois de Zulfiqar Mehsud, porta-voz dos militantes, ameaçar executar três soldados ao dia se o Exército não interromper suas operações no distrito de Tank, a cem quilômetros da fronteira afegã.
O porta-voz advertiu que os militantes intensificariam seus ataques contra as forças de segurança na região tribal do Waziristão do Sul.
Cerca de 200 soldados do Exército paquistanês, entre eles oito altos comandantes, estão em poder de militantes seguidores do líder tribal Baitullah Mehsud desde 30 de agosto, quando seu comboio foi capturado enquanto viajava da cidade de Wana para Laddah, no Waziristão do Sul.
Após sua captura, começaram negociações entre os militantes e um conselho tribal da região, o que permitiu a libertação de 31 soldados.
Durante as conversas foram divulgadas informações confusas de fontes militares que indicavam que todos os soldados tinham sido libertados, mas posteriormente o Governo e os rebeldes disseram que as negociações fracassaram e os militares continuariam seqüestrados.
O porta-voz dos militantes acusou o Exército de lançar operações contra inocentes no distrito de Tank, enquanto o governo afirmou que não “pechinchará” pelos militares e reivindicou sua libertação sem condições prévias.
Desde 15 de julho pelo menos 229 soldados do Exército paquistanês morreram em operações militares nas áreas tribais do país.