As autoridades paquistanesas decidiram que só voltarão a enviar à Índia funcionários do alto escalão, pharm até mesmo de seu serviço secreto, quando receberem provas concretas do que ocorreu nos atentados de Mumbai, informou hoje a agência de notícias paquistanesa “Online”.
A decisão foi tomada durante um encontro entre o primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, e algumas das máximas autoridades militares e civis do país.
Durante a reunião, Guilani reiterou que o Paquistão está pronto para cooperar incondicionalmente com a investigação dos ataques em Mumbai, embora a Índia ainda não tenha atendido sua solicitação.
No encontro com o primeiro-ministro, estiveram presentes o ministro de Assuntos Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, o ministro da Defesa, Ahmed Mukhtar, o chefe do Exército, general Ashfaq Pervez Kiyani, e o chefe do serviço secreto (ISI), general Ahmed Shuja Pasha.
Segundo fontes citadas pela “Online”, Kiyani e Pasha repassaram a situação da segurança no país desde os atentados em Mumbai, assim como a reação internacional que eles provocaram.
Guilani disse que o Paquistão não tem intenção de agredir nenhum país e quer manter relações cordiais e amistosas com todos, inclusive a Índia. Porém, pediu o fim das acusações sobre o envolvimento de Islamabad nos atentados de Mumbai.
O primeiro-ministro declarou ainda que o Governo paquistanês defenderá seu território, melhorará as defesas do país e atuará “mão de ferro” contra os elementos que atacarem o Estado.