O Governo do Paquistão reiterou hoje sua “determinação” de “não permitir” que seu território seja usado para lançar ataques terroristas, viagra 40mg durante uma visita na qual a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, exigiu uma resposta “contundente” e “eficaz”, após os atentados na cidade indiana de Mumbai.
Rice se reuniu hoje, em Islamabad, com o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e com o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, em um esforço de mediação que começou ontem com contatos com as autoridades da Índia.
Em comunicado, Gillani reafirmou o “firme compromisso do Paquistão na luta contra o terrorismo” e lembrou que seu país condenou “nos termos mais contundentes” os ataques terroristas a Mumbai e ofereceu ao Governo indiano sua “total cooperação” na investigação.
Zardari garantiu a Rice que o Paquistão não só ajudará a Índia na investigação, mas também iniciará ações contra qualquer “elemento” paquistanês que se descubrir que esteve envolvido no ataque, segundo a agência estatal “APP”.
Em entrevista coletiva, da qual as redes paquistanesas transmitiram uma parte, Rice voltou a insistir na “urgência” de chegar até o fundo na investigação do atentado e prevenir outro no futuro.
Rice disse ter percebido que as autoridades paquistanesas “entendem a importância” de eliminar as bases terroristas e levar à Justiça os autores do massacre em Mumbai.
A secretária de Estado americana disse que “Paquistão não quer se ver associado ao terrorismo” e que “está comprometido a contribuir na investigação” dos atentados.
Ressaltou que os responsáveis deste tipo de ataque “freqüentemente não respeitam fronteiras”, e pediu para “oferecer uma resposta efetiva em qualquer lugar” no qual os grupos terroristas tenham base.
Além disso, Rice descartou categoricamente que a tensão atual entre os dois países possa acabar em uma intervenção militar.
“Nas conversas, não se falou de ação militar, mas de como prevenir (estes ataques), como responder efetivamente”, ressaltou, acrescentando que “a cooperação internacional” é necessária e que os EUA estão preparados para fazer tudo o que puder.
No entanto, afirmou que “o melhor é que Índia e Paquistão façam o que eles puderem”, e disse confiar em que sejam capazes de “manter as vias de comunicação abertas, embora seja um tempo difícil”.
As autoridades indianas disseram ter provas de que o grupo terrorista Lashkar-e-Toiba, que luta pela anexação ao Paquistão da Caxemira e tem suas bases neste país, está por trás do massacre na capital financeira da Índia.