O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, pediu “estabilidade” aos partidos políticos fortalecidos nas eleições legislativas do último domingo para concluir as reformas econômicas e ajudar o país a sair da crise.
“É muito importante encontrarmos estabilidade, confiança e solidariedade para concluir os esforços de endireitar nossa economia”, disse Papademos nesta segunda-feira ao sair de um encontro com o presidente grego, Karolos Papoulias.
Segundo Papademos, todos os sacrifícios feitos nos últimos anos pelo povo grego podem ser perdidos caso o país não consiga essa estabilidade política.
Após o encontro com o primeiro-ministro, o presidente grego se reuniu com Antonis Samaras, líder do Nova Democracia, a formação vencedora no pleito. Samaras será encarregado de formar um Governo de coalizão.
As eleições legislativas do último domingo deixaram o Parlamento grego mais fragmentado do que nunca, apresentando sete partidos desde a extrema esquerda até a extrema direita neonazista.
Os dois grandes partidos desde a recuperação da democracia em 1974, o socialista Pasok e o conservador Nova Democracia, obtiveram seus piores resultados e não conseguiram obter a maioria das cadeiras no parlamento, sendo que o apoio de uma terceira formação aparece como uma difícil tarefa.
Duas possíveis opções – a Esquerda Democrática, que defende a permanência do país na eurozona, e a Gregos Independentes, uma cisão da Nova Democracia que rejeita as políticas de austeridade -, já descartaram a possibilidade de participar de um suposto Governo de coalizão.
De acordo com analistas, a única possibilidade viável seria a formação de um Governo entre conservadores e social-democratas, contando com a abstenção da Esquerda Democrática. Mesmo diante dessa hipótese, o Executivo seguiria fragilizado.
Caso essa maioria governista não seja alcançada, o presidente grego deverá convocar novas eleições para o mês de junho.