O papa Bento XVI terá um encontro com a rainha Elizabeth II da Inglaterra em 16 de setembro no palácio real de Holyroodhouse, em Edimburgo, na primeira etapa da viagem que fará ao Reino Unido entre os dias 16 e 19 de setembro, informou hoje a Santa Sé.
Depois do encontro com a rainha pela manhã, o papa irá até a cidade escocesa de Glasgow para presidir à tarde uma homilia no parque Bellahouston.
O porta-voz vaticano, Federico Lombardi, disse hoje à “Radio Vaticana” que “espera muita emoção neste primeiro dia no Reino Unido, no qual o papa terá encontro com a rainha”.
“Trata-se de um programa muito rico, intenso e articulado”, acrescentou Lombardi em relação à viagem do Pontífice.
No segundo dia, o papa se reunirá em Londres com representantes do mundo da educação católica e com líderes de outras religiões, e, posteriormente, com personalidades políticas, culturais e empresariais em Westminster.
Nesse mesmo dia será realizada uma visita de cortesia ao arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, no londrino Palácio de Lambeth e participará de uma solenidade ecumênica na Abadia de Westminster.
Em 18 de setembro, Bento XVI se reunirá separadamente com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, com o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg e com representantes da oposição no Palácio de Westminster, antes de celebrar uma missa na catedral. Pela tarde, o pontífice vai presidir uma vigília de rezas em Hyde Park.
No domingo 19 de setembro, o papa vai a Birmingham (Inglaterra), onde presidirá a beatificação do cardeal John Henry Newman, fundador dos Oratórios de São Felipe Neri na Inglaterra (Grã-Bretanha).
Após uma visita privada ao oratório, o papa vai conversar com os bispos da Inglaterra, Gales e Escócia.
“Acreditamos que será uma grande festa e um momento muito lindo”, explicou Lombardi, quem acrescentou que a Santa Sé espera que esta visita permita “apresentar o serviço da fé cristã e da Igreja Católica a uma sociedade muito desenvolvida como a do Reino Unido”.
A última visita de um papa à região, onde se estima que há 6 milhões de católicos, foi a de João Paulo II em 1982, mas naquela ocasião foi uma viagem somente pastoral.
“Esperamos que esta viagem seja um testemunho da beleza, da bondade e do serviço do pontífice na sociedade”, ressaltou Lombardi.
O porta-voz vaticano negou que a Santa Sé cobre dos fiéis para assistir algumas das celebrações, como foi publicado há alguns dias por vários meios de comunicação britânicos, e lembrou que “os custos da visita são de quem convida”.