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Países islâmicos afirmam que planos de Israel para expulsão de Gaza ameaçam paz apoiada por Trump

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou que o plano tinha como objetivo remover 250 mil palestinos de Gaza

Redação Jornal de Brasília

06/09/2026 14h55

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Foto: JULIA DEMAREE NIKHINSON / POOL / AFP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Oito países islâmicos e árabes condenaram neste domingo (6) os planos israelenses de retirada dos palestinos da Faixa de Gaza, afirmando que as propostas, apresentadas por ministros do governo de Binyamin Netanyahu, colocam em risco a paz apoiada pelos EUA.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse na quarta-feira (2) que o governo tinha planos para retirar os palestinos de Gaza, mas aguardava a aprovação dos EUA para determinar para onde deslocariam a população do território.

Um dia depois, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou que o plano tinha como objetivo remover 250 mil palestinos de Gaza no primeiro ano, seguidos pelo restante dos cerca de 2 milhões de habitantes ao longo dos seis anos seguintes.

Os ministros das Relações Exteriores de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Indonésia e Turquia disseram condenar “nos termos mais veementes” os “planos e mecanismos propostos com o objetivo de expulsar à força palestinos de suas terras”.

“Essas medidas ameaçam diretamente os esforços internacionais para alcançar a paz, em particular o plano abrangente do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza, que inclui uma firme rejeição ao deslocamento forçado”, acrescentaram, referindo-se ao plano de paz para Gaza, de outubro de 2025, apoiado pelos EUA.

No sábado (5), o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, ferrenho apoiador de Israel e dos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, negou que houvesse um plano israelense para forçar a saída dos palestinos de Gaza.

“Posso afirmar categoricamente que não há nenhum plano dos israelenses para retirar pessoas de Gaza contra a vontade delas”, disse Huckabee a jornalistas em Turmus Ayya, cidade palestina na Cisjordânia ocupada por Israel.

“Há uma disposição para considerar que, se as pessoas quiserem partir, devem ter o direito de fazê-lo. Mantê-las confinadas em um lugar onde não querem estar deveria ser, a meu ver, uma vergonha absoluta”, afirmou Huckabee.

Segundo o embaixador americano, “ninguém está sugerindo que haverá deslocamento forçado”. “Os israelenses não estão. Os americanos certamente não estão. Não conheço ninguém que apoie isso.”
Katz afirmou na quarta-feira (2) que, “no fim das contas, não há uma solução real para Gaza sem essa migração”.

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