Os representantes dos países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciaram a reunião na qual analisarão o conflito limítrofe entre Costa Rica e Nicarágua.
A 26ª Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores da OEA, convocada especificamente para estudar medidas que contribuam para solucionar o conflito, teve início às 15h25 (horário de Brasília), com a ausência da Nicarágua e apenas dois chanceleres presentes, incluindo o da Costa-Rica, René Castro.
Após a abertura, haverá a primeira sessão plenária, que tem como dois únicos pontos a apresentação do relatório do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, sobre a situação na região limítrofe de Costa Rica e Nicarágua, e a avaliação de um possível acordo sobre as medidas para mediar a crise.
O mais provável é que após esta sessão se suspenda o plenário para que as delegações negociem um texto de resolução.
A reunião contará apenas com dois chanceleres, a da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, que preside a reunião, e o da Costa Rica.
A chanceler colombiana, María Ángela Holguín, quem tinha previsto participar do encontro, teve que retornar à Colômbia por causa das fortes chuvas que afetam o país.
A reunião teve início com a notável ausência da Nicarágua, que já tinha antecipado na segunda-feira à Agência Efe que não estaria presente, já que insiste em sua posição de que “a OEA não pode discutir um tema relacionado às fronteiras” e que não se pode “prejulgar” a decisão que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) possa tomar em relação ao conflito.
O problema limítrofe com a Nicarágua chegou ao seu ponto máximo em 21 de outubro, quando a Costa Rica enviou uma nota de protesto por danos ambientais provocados em território costarriquenho pela dragagem do rio San Juan, realizada pelo Governo da Nicarágua. Além disso, a Costa Rica anunciou na segunda-feira que comprovou a presença de militares nicaraguenses em território costarriquenho.
Por sua vez, a Nicarágua sustenta que os militares se encontram em território soberano para combater o narcotráfico.