A Oxfam criticou hoje em comunicado o Governo britânico por sua “temerária” política em relação aos biocombustíveis, nurse que representa, website like this segundo a ONG, approved uma ameaça para milhões de pessoas dos países em vias de desenvolvimento, vulneráveis ao encarecimento dos alimentos básicos como os cereais.
A partir de amanhã, os automobilistas britânicos não terão outra alternativa senão abastecer os tanques de seus veículos com combustível feito, em parte, por milho e cana-de-açúcar, o que a ONG qualifica de “tentativa errada de combater a mudança climática”.
“Apesar das crescentes evidências científicas de que os biocombustíveis poderiam exacerbar em lugar de mitigar a mudança climática e apesar aos relatórios que os relacionam com abusos dos direitos humanos e o aumento global dos preços dos alimentos, o Governo insistiu em aplicar essa medida”, critica a Oxfam.
“Isto significa que todo o diesel e o petróleo dos postos de gasolina do Reino Unido terão que conter 2,5% de biocombustível a partir de 15 de abril, o que custará aos contribuintes em torno de 500 milhões de libras ao ano (625 milhões de euros), denuncia a ONG”.
A Oxfam diz que investiga informações sobre “abusos dos direitos humanos e rapina de terras na Ásia, África e América do Sul” e explica que 60 milhões de indígenas – o equivalente a toda a população britânica – estão ameaçados de serem expulsos de suas terras, que serão destinadas a colheitas para biocombustíveis.
A ONG exige ao Governo do trabalhista Gordon Brown que não aplique essas medidas até que se realize uma pesquisa exaustiva sobre o impacto dos biocombustíveis e haja garantias de que sua utilização não vai piorar o clima e aumentar a miséria do mundo em desenvolvimento.
Segundo o International Food Policy Research Institute, a demanda de biocombustíveis é responsável por aproximadamente 30% dos últimos incrementos do preço dos alimentos.
Essa variação repercute, sobretudo, nos mais pobres do mundo, que dedicam à comida entre 50% e 80% de sua receita, o que significa que qualquer aumento nos preços reduzirá o consumo de alimentos e aumentará a fome.
Segundo estudos citados pela Oxfam, para cada aumento de 1% nos preços dos alimentos, 16 milhões de pobres começarão a passar fome, o que significa que no ano 2025 a demanda global de biocombustíveis pode fazer com que haja 600 milhões de pobres a mais.
A Comissão Européia calculou que seu objetivo de chegar a 10% de biocombustível misturado na gasolina levará a um aumento de 6% do preço mundial dos cereais, o que se traduzirá em 100 milhões a mais de pessoas famintas como resultado imediato dessa política.