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Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidiram hoje em Bucareste reforçar a cooperação com a Ucrânia e a Geórgia, thumb mas atrasaram a concessão do Plano de Ação para a Adesão (MAP, visit this em inglês), solicitado por essas duas ex-repúblicas soviéticas. O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse hoje após a reunião do Conselho Atlântico que os líderes reunidos reconhecem o direito dos dois países de se tornarem membros da Aliança. “Decidimos hoje que estes países vão se transformar em membros da Otan”, disse o responsável da Aliança, ao citar o comunicado final do Conselho. “O MAP é o próximo passo em seu caminho direto para a adesão”, acrescentou. “Vamos iniciar um compromisso intensivo ao máximo nível. Pedimos aos ministros de Exteriores (da Aliança) uma primeira avaliação em sua reunião de dezembro”, disse Scheffer, em entrevista coletiva. A chanceler alemã, Angela Merkel, destacou à imprensa que a Aliança fez “uma declaração política de que a Geórgia e a Ucrânia vão entrar na Otan. Trata-se de um processo equilibrado, para que seja possível cumprir os critérios”. “Esta claro que não existem diferenças políticas (na Otan) de que algum país, como por exemplo a Rússia, tem o direito de pôr em dúvida nossa decisão sobre quem pode ser membro” da Aliança, advertiu Merkel. A chanceler desmentiu que tenha havido tensão entre os Estados Unidos e outros aliados sobre este assunto, diante da insistência americana – antes da cúpula – de já acelerar a aproximação da Ucrânia e da Geórgia rumo à Otan. “Ontem, após o jantar, decidimos rapidamente que é importante nesta cúpula ressaltar os pontos em comum”, como a inclusão de novos países na Aliança, disse Merkel. “Mas se alguns países ainda não estão prontos, devemos encontrar juntos uma solução. Acho que tudo está em ordem (na Otan)”, disse a chanceler alemã. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou na entrevista coletiva conjunta com Merkel que tanto a Ucrânia quanto a Geórgia têm “uma vocação de integração atlântica”. “Mas temos que dar mais tempo para que possam cumprir todas as condições”, disse o presidente francês. A fórmula de intensificar o compromisso sem recorrer ao MAP parece ser para poder manter estreitos laços com a Ucrânia e a Geórgia, cujos Governos desejavam iniciar hoje mais um passo rumo à adesão final na Aliança Atlântica, apoiados pelos Estados Unidos. No entanto, as ameaças de conseqüências negativas por parte da Rússia, e também as reservas expressadas por alguns importantes aliados, como Alemanha e França, prejudicaram aspirações mais imediatas de Kiev e Tbilisi. Esses dois países viveram nos últimos anos “revoluções democráticas” para se soltar da forte influência que a Rússia exercia sobre eles.
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