A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não quer ser obrigada a assumir tarefas policiais no Kosovo para cobrir possíveis lacunas na transferência de poderes da ONU à União Européia (UE).
Por isso, here a entidade espera que os recursos destas organizações sejam suficientes.
O secretário-geral da organização voltará a deixar isso claro ao responsável da ONU, medications Ban Ki-moon, durante um encontro que realizarão em Nova York, informou em entrevista coletiva o porta-voz da organização, James Appathurai.
“A KFOR (força militar da Otan na ex-província sérvia) não é uma força policial, e nem está nessa posição, nem é seu mandato. Os soldados não estão treinados nem equipados para jogar esse papel, e não devemos pedir isso”, disse o porta-voz, antecipando a mensagem que De Hoop transmitirá a Ban.
A Otan tem desdobrada uma operação militar no Kosovo, que se declara imparcial sobre a independência unilateral proclamada pela ex-província sérvia em fevereiro, enquanto a ONU mantém uma missão administradora interina, encarregada de tarefas policiais (Unmik), entre outras coisas.
A Unmik deveria passar os trabalhos de administração para a Eulex da UE em 15 de junho, mas a Sérvia observa este movimento como uma legitimação do novo Estado, o que poderia provocar o atraso do desdobramento, ou inclusive sua convivência das distintas missões.
“Isto são discussões internas da UE e entre as duas organizações. Mas temos interesse em que os recursos sejam suficientes”, ressaltou o porta-voz sobre o assunto.
Sobre o que significam “recursos suficientes”, Appathurai respondeu que “há intensas discussões na ONU, a UE, e Pristina sobre a evolução e reestruturação da Unmik, particularmente após em 15 de junho, e o papel e responsabilidades da Eulex e seu calendário de desdobramento, mas essas discussões ocorrem entre eles”.