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Otan pressiona seus membros para que enviem mais aviões de ataque à Líbia

Arquivo Geral

14/04/2011 15h16

Os países da Otan se comprometeram nesta quinta-feira a estar na Líbia todo o tempo que requeira sua missão para proteger a população civil e dotá-la dos recursos necessários, mas ignoraram, por enquanto, as chamadas da França, Reino Unido e a própria Aliança para aumentar sua participação militar.

Londres e Paris chegaram à reunião de ministros de Exteriores realizado em Berlim reivindicando a seus parceiros mais aviões para atacar alvos terrestres do regime de Muammar Kadafi, um trabalho que principalmente desenvolvem agora suas forças.

As autoridades militares da própria Aliança reconheceram por sua vez que queriam ver mais destes aviões participando dos bombardeios, segundo comunicou aos ministros o comandante supremo da Otan na Europa, o general americano James Stavridis.

No entanto, o pedido foi por enquanto inútil, pois não se recebeu nenhuma oferta concreta, conforme admitiu o secretário-geral aliado, Anders Fogh Rasmussen.

O dinamarquês, no entanto, se mostrou “confiante” em que os países responderão ao apelo e disse ter ouvido discursos esperançadores.

A Itália, segundo fontes diplomáticas, é um dos parceiros que se propõe apresentar mais meios para a operação e poderia estar em disposição de completar as necessidades, que são avaliadas em algo menos de uma dezena de aviões, depois que esta semana seis novos caças britânicos se somaram à operação.

Enquanto, outros países, como a Espanha, deixaram claro que não têm intenção de reforçar sua presença nem de mudar o papel de seus aviões, segundo disse sua ministra, Trinidad Jiménez.

Por sua vez, os Estados Unidos – que dispõem na região do tipo de aviões necessários e que já os utilizou nos ataques antes de passar para um segundo plano – indicou que apoiará “firmemente” a operação aliada até que ela alcance todos seus objetivos.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, disse a seus colegas que seu país está pronto para fazer tudo o que for necessário, embora não tenha oferecido suas unidades.

Mais que imprescindíveis no dia de hoje, a Otan considera que os novos recursos são necessários para manter o ritmo das operações no futuro.

Nos últimos cinco dias, os aviões aliados intensificaram suas ações e destruíram mais de 70 tanques e blindados pesados do regime de Trípoli.

A Aliança, segundo a televisão oficial “Líbia TV”, teria atacado três cidades líbias, entre elas a capital, Trípoli, uma informação que por enquanto a organização não confirmou nem desmentiu.

Fora do puramente militar, os ministros da Aliança tentaram enviar uma mensagem de unidade e de compromisso em favor da população civil líbia e contra Kadafi.

Em um texto pactuado pelos 28 países, a organização se comprometeu a fornecer “todos os recursos necessários” a sua missão na Líbia e a continuar com ela até que Kadafi tenha detido os ataques, se tenha verificado a retirada de todas suas forças das ruas e o regime permita o apoio humanitário à população.

Apoiaram, ao mesmo tempo, as gestões do Grupo de Contato para a Líbia – reunido ontem em Doha (Catar) – em favor de uma solução negociada e respaldaram sua mensagem que Kadafi deve deixar o poder.

“Kadafi e seu regime perderam toda sua legitimidade com suas amplas e repetidas negativas para cumprir as resoluções 1970 e 1973 do Conselho de Segurança da ONU”, assinalou Rasmussen depois de se reunir com os ministros.

Após fechar suas discussões sobre a Líbia, a Otan repassou com seus membros internacionais no Afeganistão os progressos na transferência da segurança para as autoridades do país, que já se iniciou em várias províncias.

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