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Mundo

Otan nega estagnação da situação na Líbia

Arquivo Geral

08/04/2011 10h36

 

A Otan negou nesta sexta-feira que haja uma estagnação política ou militar na Líbia que esteja beneficiando o regime de Muammar Kadafi.

 

Desta forma, a Aliança rebateu as declarações do chefe das operações militares dos Estados Unidos na África, o general Carter Ham, que na quinta-feira assegurou que o conflito evolui rumo a um “ponto morto” que permitiria a Kadafi continuar no poder.

 

“Não há uma estagnação (…), ao contrário, a comunidade internacional avança para encontrar uma solução política”, indicou a porta-voz da Otan, Oana Lungescu, em entrevista coletiva, e lembrou que na próxima semana o grupo de contato sobre a Líbia voltará a se reunir no Catar.

 

Lungescu ressaltou que o conflito líbio não pode ser resolvido por uma via “puramente militar” e que sua solução passa por um cessar-fogo, como demandou as Nações Unidas, e por uma transição para a democracia, como reivindica o povo.

 

A porta-voz ressaltou a “unidade” e o “compromisso” da comunidade internacional para conseguir uma solução “o mais rápido possível”.

 

Enquanto isso, no plano militar, a Otan assegurou que o ritmo de suas operações continua aumentando, quando se completa uma semana desde que assumiu o controle total da missão internacional na Líbia.

 

Desde então, os aviões da Aliança realizaram mais de mil saídas, das quais aproximadamente metade foi de ataque, o que não quer dizer que em todas elas se disparou munição.

 

Nas últimas 48 horas, a Otan desenvolveu 318 saídas, com 23 ataques sobre alvos militares, explicou em uma videoconferência desde Nápoles (Itália) o subcomandante das operações aliadas na Líbia, o contra-almirante britânico Russell Harding.

 

Segundo Harding, a situação hoje é especialmente complexa na área de Brega, onde as forças rebeldes e pró Kadafi se movimentam de um lado para o outro dificultando as operações aliadas.

 

“Se alguém quer definir isso como uma estagnação, bem”, disse o contra-almirante, insistindo no entanto em que a complicação se dá em uma área “relativamente pequena”.

 

Harding deixou claro que a Otan continua comprometida com sua missão para fazer cumprir a resolução 1973 das Nações Unidas e que continua atacando aquelas forças – com tanques e lança-foguetes – que ameaçam a população civil.

 

Além disso, a Aliança voltou a denunciar a estratégia utilizada por Kadafi, que segundo a Otan esconde seu armamento pesado em áreas povoadas e utiliza “escudos humanos” para evitar os bombardeios internacionais.

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